Seremos imortais


Uma das grandes preocupações da humanidade sempre foi viver mais. Aos poucos estamos conseguindo isso, visto que a expectativa de vida é bem maior do que algumas décadas atrás e continua aumentando. Mas chegaremos a uma expectativa mínima de 100, 150 anos? Qual é o limite? Seremos imortais?

A fonte da juventude

A Fonte da Juventude existe?

A busca pela Fonte da Juventude é bastante decorrente em filmes, desenhos, quadrinhos and anything com motivos de aventura, bem no estilo “Indiana Jones”. Não é de espantar, pois essas lendas da Fonte da Juventude percorrem toda a história da humanidade, podemos ver-las na mitologia nórdica, grega, egípcia, romana, asteca e etc. Uma história bem conhecida é do explorador espanhol Juan Ponce de León (1460-1521) que partiu da Europa a procura da fonte que rejuvenecia a quem dela bebesse ou nela banhasse, passou por Cuba e pelas Bahamas e segundo a lenda acabou por encontrar a fonte onde hoje é a Flórida (EUA), voltou duas vezes para tentar colonizar o local, mas sem obter sucesso.

A imortalidade

Em uma matéria da Revista Super Interessante (Fev/2010) mostra que a ciência está perto de fazer com que nós, seres humanos, vivamos para sempre, isto é, a principio não mais morreremos de morte morrida e sim somente de morte matada. Ao terminar de ler a matéria a massa cinzenta que se encontra no interior de meu crânio teve alguns espasmos e esbolçou um gesto de que a principio seria “legal”, talvez um “interessante”, mas acabou por ficar um pouco aborrecido ao lembrar que como tudo no mundo existe os prós, os contras e Murphy.
A principio viver para sempre parece ser uma boa idéia, mas alguém levou em consideração que viver para sempre cansa? No livro “A vida o Universo e Tudo Mais” de Douglas Adams há um alienigena chamado Wowbagger (não que o nome dele seja importante) e por causa de um incrível acidente o mesmo tornara-se imortal. Ao passar dos anos a vida começou a perder o sentido, neste momento ele teve um lampejo de qual seria o seu objetivo e o que faria Ad aeternum, simplesmente iria insultar pessoalmente todos no Universo e em ordem alfabética.
Levando em conta que os seres deste pequeno planeta azul e praticamente inofensivo não são muito pacientes apostaria que haveria um alto índice suicidio, ou não, pois muitos não saberiam como se matar de uma maneira que não teria volta.

O céu é o limite?

O que me levou a escrever este artigo foi um conto de Isaac Asimov entitulado como “A última pergunta”, em que duas pessoas conversam sobre a super população que foi gerada graças a imortalidade. O que a massa cinzenta não tinha levado em conta na época do artigo da revista é que sendo imortais para onde vai tanta gente? Atualmente são aproximadamente 6,8 bilhões de pessoas no mundo e a projeção é de 9 bilhões em 2050 segundo a ONU. Levando em consideração que há muitos lugares no mundo que ainda são inabitados e tantos outros que por enquanto são inabitáveis podemos dizer que ainda há espaço “pra burro”, não somente para moradia, mas também para a criação e desenvolvimento de alimento.
Mas e depois disso? Digamos que estamos em 2099 e que por sorte ainda não conseguimos destruir nosso planeta e suas riquezas naturais. Com essa técnologia talvez já existissem colonias espaciais flutuando no escuro e silencioso vácuo do universo ou muito provávelmente colonias em diversos outros planetas. Levando em consideração que Mercúrio por causa da sua proximidade com o sol e outros planetas como urano e saturno por causa da sua atmosfera seriam inabitáveis, restam poucos planetas para a expansão, o que é um grande problema pois a população estaria na casa dos 30 bilhões de pessoas.

E ai? Valeria ser imortal?

Imagens de: Juantiagues e Regis Andrade
Este post foi publicado em Cotidiano, Cultura, História e marcado com a tag , , , , , , em 21 de abril, 2010 por .

O que eu estava falando mesmo?

Ou você estava concentrado em algo e alguma coisa lhe tirou a atenção e você não lembra mais o que estava fazendo. Isso provavelmente ja aconteceu com você e não foi somente uma ou duas vezes. Eu muitas vezes me surpreendo com a quantidade de vezes que isso me ocorre, sendo que há épocas em que é muito frequente.

Hoje, deixando me levar pela correnteza da internet caio em um artigo do Gabriel Meissner do blog Fala  Gabriel, em que ele pergunta (e responde) se a internet está acabando com a nossa capacidade de concentração. Well! Concordo em parte com sua idéia, isso porque ela é baseada em uma reportagem do G1 sobre um estudo que diz que a internet está acabando com a capacidade de concentração dos jovens.

Jovens jogando Xadrez

Foto por Tonio888

Acho que o buraco é mais em baixo, não se pode colocar a culpa na internet sempre que alguma coisa de ruim acontece. Estamos numa época que somos mais e mais dependentes dela e se tem uma coisa que ela nos deixou mal acostumados é a sua rapidez e seu imediatismo. Como com o Twitter onde você consegue passar uma idéia a milhares de pessoas ao mesmo tempo em segundos, nunca isso foi tão fácil.

Isso nos leva a alguns problemas, e a grande overdose de informações é uma delas. Antigamente (de 10 a 20 anos atrás) você somente iria saber o que aconteceu no mundo no dia próximo ao ocorrido, lendo seu jornal, ouvindo seu programa favorito no rádio ou vendo o Jornal Nacional. Hoje são as noticias que chegam até você de forma rápida (minutos após o ocorrido), automática e mastigadas, com isso você acaba consumindo mais informação, mesmo que ela não seja relativamente útil ou interessante.

Estamos conectados de uma maneira absurda. Isso nos faz viver de um modo muito diferente do que nosso pais ou avós viviam. Não é de agora, isso começou a muito, muito tempo atrás e o ciclo se segue ad infinitum numa velocidade maior a cada geração.

Provavelmente nunca fomos tão multitarefa, fazemos tantas coisas ao mesmo tempo e de modo automático que no final não sabemos o que foi feito nem de que maneira. Nunca temos tempo o suficiente e sempre temos coisas e mais coisas a fazer e enquanto fazemos algo já estamos pensando em como famos fazer o próximo e assim se segue em um loop.

Concentração

Imagem por GilbertoFilho

Esse artigo demorou a ser escrito, não porque eu sou do tipo “cata milho”, mas sim porque divido minha atenção com outras coisas como as músicas sendo tocadas no iTunes, os e-mails que chegam no Gmail, os feeds no GReader, os twitts no TweetDeck e os contatos no MSN, sem contar com os acontecimentos da vida off-line. Isso claro porque é um domingo e a maioria está na rua ou em alguma festa pulando carnaval.

Dividir a atenção com várias coisas ao mesmo tempo é o problema da falta de concentração. Se eu esquecesse o notebook e pegasse um papel e uma caneta e fosse a um lugar que ninguem iria incomodar provavelmente teria escrito este artigo muito mais rápido, mas não teria feito algumas pesquisas de modo praticamente instantânea (navegador + crtl+t = palavra chave + enter = Google). Falando nele, não podemos negar que o Google ajudou e muito neste lance de imediatismo, fazer uma busca para uma pesquisa tornou-se tão fácil quanto respirar.

A principio tudo isso pode parecer algo muito ruim (e é), mas olhe  por outro lado, é maravilhoso! Chame como quiser, de progresso, de evolução, de futuro! Mas é a passos largos e alguns tropeços que caminha a humanidade.

Imagens de: Obvio171, GilbertoFilho e Tonio888
Este post foi publicado em Cotidiano, Cultura, Opinião e marcado com a tag , , , , , , , , , , , , , em 14 de fevereiro, 2010 por .

Você sabe o quanto é insignificante?

Primeiro assista ao vídeo abaixo:
O universo conhecido by AMNH

Você é somente mais uma partícula minúscula no meio de tantas outras, não existem palavas para definir o quão somos insignificantes perante o universo lá fora. Nem a expressão “pra caralho” que é usada para expressar grandesas consegue chegar perto, ou como diria Douglas Adams:

O espaço é grande. Grande, mesmo. Não dá pra acreditar o quanto ele é desmesuradamente inconcebivelmente estonteanetemente grande. Você pode achar que da sua casa até a farmácia é longe, mas isso não é nada em comparação com o espaço.

Criado pelo Museu Americano de História Natural o vídeo mostra o universo conhecido baseado em dados científicos, diferente deste outro vídeo que mostra os confins do universo baseado somente em especulação.

O Universo conhecido by Simpsons
Este post foi publicado em Cultura, Curiosidade, História, Tecnologia, Vídeos e marcado com a tag , , , em 6 de janeiro, 2010 por .

O ano termina e começa outra vez

Um ano passou, muita coisa aconteceu, fatos que entraram na história, coisas que todo mundo quer esquecer. Ganhamos coisas ruim, perdemos coisas boas, tivemos momentos tristes, tivemos momentos felizes, gastamos mais do que ganhamos, não ganhamos o que queiramos. Beijamos, abraçamos, choramos, rimos, brigamos, fizemos as pazes, esquecemos, lembramos, pulamos, dançamos, ficamos assustados, ficamos surpresos, ficamos curiosos. Dormimos de mais, dormimos de menos e não conseguimos dormir. Fizemos coisas que não deveríamos fazer, deixamos de fazer coisas que tinham que ser feitas.

Mais um ano passou, tantas coisas foram feitas e tantas outras deixamos de fazer, apesar das resoluções de ano novo vamos fazer tudo de novo, talvez do mesmo jeito, talvez pior ou talvez melhor, mas vamos vamos fazer tudo de novo!!!

Feliz Ano Novo!!!

Imagens por (: Petra :) e jconde
Este post foi publicado em Cotidiano, Geral, Opinião e marcado com a tag , , , em 4 de janeiro, 2010 por .

We’re back

Terminator

Pois é, fazia tempo, muito tempo. Este ano foram três artigos em janeiro, um em fevereiro e dois em junho. O porque disso? Perdi o tesão, fiquei sem a minima vontade de escrever, neste meio tempo até vinham algumas idéias à cabeça, mas como dizia meu compadre Issac Newton:

Um corpo em repouso tende a ficar em repouso

Isso mesmo, a mãe de todos os vicios, o pecado capital, simplesmente A Preguiça me possuia e assim não era capaz de pegar um papel, uma caneta, anything para anotar something; ja que na maioria das vezes em que uma lâmpada se acendia sobre minha cabeça eu estava no banheiro ou em algum lugar que não tivesse algum objeto desse tipo.

Também não foi só por isso, além da falta de vontade julgo a overdose de informação a maior culpada (ou o fato de eu não conseguir lidar com ela). Eram centenas de feeds, e-mails, redes sociais, etc… Talvez a minha fome insaciavel pela informação acabou por me prejudicar, chegou a um ponto que raramente abria o Google Reader, checava os e-mails ou acessava a internet a não ser em casos especificos, o que é raro para pessoas que como eu trabalham com internet e ficam mais de 12 em frente a um computador.

Para se livrar do fardo a idéia foi filtrar as informações que realmente importava e deixar praticamente de lado a maioria das redes sociais como twitter, orkut, delicious, facebook and anything. Com isso passei a viver a vida ao “ar livre”, não abandonei a tecnologia, mas a deixei um pouco de lado para que pudesse fazer outras coisas.

Mas o tempo passa e as pessoas mudam, algumas coisas abandonei de vez e outras vou voltar a fazer aos poucos, como por exemplo postar no blog e escrever no meu Twitter (@diegoxavier). Acho que é isso. Estamos de volta!

Este post foi publicado em Blog, Cotidiano e marcado com a tag , , , em 13 de dezembro, 2009 por .

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